maragoginoticias.com»Notícias»Saúde bucal ruim pode acelerar perda de memória

Saúde bucal ruim pode acelerar perda de memória

Saúde bucal ruim pode acelerar perda de memória

A relação entre a saúde bucal e o cérebro tem sido alvo de estudos da ciência moderna. A periodontite, uma inflamação severa nos tecidos que sustentam os dentes, pode permitir a entrada de bactérias e substâncias inflamatórias na corrente sanguínea. De acordo com a neurociência, esses agentes podem atravessar a barreira hematoencefálica, que é a proteção natural do cérebro.

Uma vez no sistema nervoso, esses agentes ativam as células de defesa do cérebro, chamadas de micróglia. Em estado de alerta constante, essas células podem produzir substâncias neurotóxicas. Esse processo, conhecido como neuroinflamação, é um dos aceleradores do declínio cognitivo e está ligado ao desenvolvimento de doenças como o Alzheimer.

Em Mato Grosso do Sul, o Grupo de Apoio Alzheimer MS acompanha centenas de famílias. A higiene bucal é frequentemente negligenciada após o diagnóstico de demência. A falta de cuidado oral pode acelerar a perda de memória e a confusão mental, criando um ciclo que prejudica o paciente e o cuidador.

Cuidar da boca é uma estratégia de proteção para o cérebro. Tratar a periodontite e manter a gengiva saudável reduz a carga inflamatória do corpo. Gengiva que sangra ao escovar ou usar fio dental não é normal e sinaliza inflamação ativa que precisa de atendimento profissional. O uso diário do fio dental é uma barreira contra a neuroinflamação, pois as bactérias que causam danos sistêmicos ficam onde a escova não alcança.

Para quem tem mais de 60 anos, as consultas preventivas devem focar na saúde dos tecidos moles e na gestão da saliva, que é o protetor natural contra infecções. O texto é de autoria do Dr. Marco Polo Siebra, odontólogo especialista em Prótese Dentária, Odontogeriatria, Implantodontia e Neurociência.

Avatar photo

Sobre o autor: Sofia Almeida

Ver todos os posts →