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Famílias trocam casas afastadas por lares centrais

Famílias trocam casas afastadas por lares centrais

Um movimento silencioso de famílias que trocam casas em condomínios afastados por apartamentos em regiões centrais está mudando o conceito de morar bem. A busca por mais tempo livre e praticidade tem levado moradores a reavaliar o que consideram alto padrão.

Etiene Massunari, de 46 anos, mãe de três filhos, conta que passava horas no carro entre compromissos profissionais, escola e atividades dos filhos. “Tem dias em que passo horas dentro do carro, tentando encaixar minha agenda profissional na rotina dos meus filhos”, diz. Para ela, a casa ampla com piscina e quintal, antes vista como sucesso, tornou-se fonte de cansaço.

Segundo Alessandro Sisan, diretor comercial da HVM, apartamentos com metragens generosas e boa localização ganharam destaque entre famílias que querem conciliar vida doméstica e dinâmica urbana. “Lares em regiões mais centrais garantem às famílias mais qualidade de vida, com tempo extra para a convivência com os filhos. Alguns sonham em acompanhar os filhos andando até a escola”, afirmou.

A manutenção de casas horizontais também pesa. A funcionária pública Marta Rocha relata o desgaste de gerenciar reparos. “Todo mês tem alguma coisa quebrada. E o problema não é só o dinheiro — é que você não acha ninguém. Liga para três, um não atende, outro não aparece, o terceiro cobra um absurdo porque sabe que você está desesperado”, conta.

Localização deixou de ser apenas conveniência. Estar perto de escolas, hospitais e serviços significa menos tempo no carro e mais presença em casa. O novo alto padrão equilibra espaço, conforto e privacidade com a fluidez de uma localização estratégica.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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