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Ensino superior cresce, mas desigualdade racial e de gênero persiste

O número de pessoas ocupadas em Mato Grosso do Sul cresceu 4% entre 2024 e 2025, segundo dados da PNAD Contínua divulgados pelo IBGE. O Estado passou de 1,41 milhão para 1,46 milhão de trabalhadores. Desse total, 825 mil são homens e 638 mil mulheres.

O ensino médio completo continua sendo o perfil mais comum entre os trabalhadores sul-mato-grossenses. Em 2025, 488 mil pessoas ocupadas estavam nessa faixa de escolaridade, o maior número registrado pela pesquisa.

O número de profissionais com ensino superior completo cresceu nos últimos anos. Em 2012, eram 146 mil trabalhadores graduados. Atualmente, o Estado registra 375 mil pessoas ocupadas com diploma universitário.

O rendimento médio aumenta conforme o nível de instrução. Quem tem ensino superior completo recebe, em média, R$ 6.632 por mês. Trabalhadores sem instrução formal têm rendimento médio de R$ 1.824, uma diferença de mais de 260%.

Pessoas com ensino médio completo recebem, em média, R$ 2.905 mensais. Para quem concluiu apenas o ensino fundamental, o valor cai para R$ 2.535.

Os homens continuam recebendo salários maiores que as mulheres. Em 2025, o rendimento médio masculino foi de R$ 4.127, enquanto o das mulheres ficou em R$ 3.210. O estudo mostra que a renda feminina teve aumento de cerca de 30% desde 2012, quando a média era de R$ 2.456, corrigido pela inflação.

A desigualdade racial também aparece nos dados. Mato Grosso do Sul tem o 7º maior rendimento médio do País, mas trabalhadores pretos registram os menores salários médios do Estado. Pessoas declaradas pretas recebem, em média, R$ 3.046. Entre pardos, o rendimento médio é de R$ 3.187. Já entre trabalhadores brancos, a média chega a R$ 4.527.

No total geral, sem distinção de raça, Mato Grosso do Sul fechou 2025 com rendimento médio de R$ 3.727, o sétimo maior do Brasil.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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