Mato Grosso do Sul registra 1.291.935 pessoas inadimplentes, com dívidas que somam R$ 10.554.613.051, segundo dados da Serasa referentes a março de 2026. O número total de débitos chega a 5.931.677. O tíquete médio por inadimplente é de R$ 8.169,62, e o valor médio por dívida é de R$ 1.779,36.
O cartão de crédito lidera os segmentos de endividamento no Estado, com 29,21% das contas. Em seguida aparecem financeiras (19,06%), contas básicas (15,09%), serviço (14,38%), varejo (9,31%), telecomunicação (3,64%) e dívidas com cooperativas (3,24%).
Na capital, Campo Grande, 498.860 pessoas estão inadimplentes, somando 2.608.166 dívidas que totalizam R$ 4.756.300.869. O tíquete médio por pessoa é de R$ 9.534,34, e o valor médio por dívida é de R$ 1.823,62.
O programa Desenrola 2.0 começa nesta terça-feira (5) com ofertas de renegociação. Para o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Campo Grande (CDL-CG), Adelaido Vila, a iniciativa mascara a inadimplência. “O Desenrola limpa o nome, mas o mercado oferece crédito fácil com juros que são armadilhas. Incentiva o trabalhador a gastar o FGTS, que é sua única reserva real”, afirmou.
No Brasil, o número de inadimplentes chega a 82,8 milhões, com média de quatro dívidas por consumidor. São 338,2 milhões de débitos no total, que somam R$ 557 bilhões. O valor médio por pessoa é de R$ 6.728,51. A pesquisa incluiu 1.904 pessoas.
As dívidas do setor financeiro concentram 47% do total nacional, sendo 27,3% em bancos e cartão de crédito, 21% em contas básicas, 20,2% em financeiras e 11,5% em serviços. A diretora da Serasa, Aline Maciel, apontou que, antes da pandemia, o setor financeiro representava 38% das dívidas, percentual que subiu para os atuais 47%. Ela atribui o crescimento à digitalização dos consumidores e ao acesso facilitado a linhas de crédito.
Os principais motivos para o endividamento bancário são desemprego e perda de renda (38%), gastos de emergência (16%), descontrole financeiro (13%), apoio a familiares ou amigos (10%) e atraso em contas básicas (7%). O cartão de crédito é a modalidade mais comum, com 73% dos casos. Desses, 37% têm dívidas superiores a R$ 10 mil e 36% estão inadimplentes há mais de dois anos. O crédito pessoal ou empréstimo bancário aparece com 56%, e o cheque especial ou limite, com 33%.
O Desenrola 2.0 conta com 7,7 milhões de ofertas na plataforma da Serasa. As instituições confirmadas são Santander, Itaú, Bradesco, Banco Pan, BV, Nubank, BMG e Neon. Segundo a Serasa, mais de 2 mil empresas participam do programa.
