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Crianças pequenas: adotadas logo; desafio: doentes e adolescentes

As crianças mais novas são adotadas rapidamente, mas adolescentes e aquelas com problemas de saúde permanecem mais tempo em abrigos. A cada ano de acolhimento, a criança perde 4 meses de desenvolvimento neurológico. A juíza da Infância, do Adolescente e do Idoso de Campo Grande e presidente da Abraminj, Katy Braun do Prado, disse que o desafio é acelerar o encontro entre pretendentes e filhos que esperam novos pais.

No dia 25 é o Dia da Adoção. Em Campo Grande, há cerca de 200 crianças e adolescentes na fila por um lar. A juíza afirmou que as crianças pequenas, ao entrarem no sistema, já encontram pretendentes. Algumas crianças apresentavam sinais de transtornos, mas depois de adotadas a situação mudou. Katy Braun atribui isso ao afeto e ao convívio familiar.

Há um cadastro nacional, mas a Justiça busca primeiro uma família na cidade ou estado da criança. Sem possibilidade, a busca vai para o país e, por último, para o exterior. A juíza disse que 14 abrigos existem na cidade, sendo 10 conveniados ao Município e 4 da prefeitura. Três deles precisam de melhor estrutura e pessoal, com rotatividade de funcionários.

Quem quiser ajudar pode participar do Projeto Padrinho, conduzido pelo Judiciário. As pessoas podem dar suporte material, levar para consultas, atividades culturais ou acolher nos fins de semana. Serviços psicológicos são oferecidos por parceria com o projeto. Também há famílias acolhedoras, preparadas e remuneradas. Na Capital existem apenas 10, mas o ideal seriam 50, segundo o Conselho Nacional de Justiça.

Katy Braun falou sobre o projeto Dar a Luz, que apoia gestantes que querem entregar o bebê para adoção. Cerca de metade desiste quando o bebê está perto de nascer. A Justiça tenta encaminhar grupos de irmãos juntos e a opinião das crianças é determinante.

No dia 24, o TJMS promove uma caminhada sobre adoção, saindo às 8h da frente do Bioparque Pantanal, com percurso de 2,7 km. Para ajudar no Projeto Padrinho, o telefone é 3317.3512 ou procure o Fórum de Campo Grande.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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