A morte de Sidnei Felipe da Silva, de 14 anos, provocou comoção entre familiares e moradores do Bairro Nova Lima. Horas após o atropelamento que matou o adolescente na tarde desta quinta-feira (11), o tio da vítima, Limber Soares, cobrou melhorias na segurança da Avenida Cândido Garcia de Lima e relatou os momentos que antecederam a tragédia.
Segundo ele, o sobrinho havia acabado de sair da Escola Estadual Lino Villachá e seguia para casa acompanhado de dois colegas quando tentou atravessar a via. “Ele estava saindo da escola, voltando para casa. Os meninos que estavam com ele falaram que conseguiram atravessar, mas ele não conseguiu. O carro pegou ele em cheio”, contou.
Sidnei morreu no local após ser atingido por um Volkswagen Gol. Conforme informações apuradas pela reportagem, a força da colisão foi tão grande que o corpo do adolescente teria sido arremessado entre 30 e 40 metros. O veículo ficou com a frente destruída e o para-brisa completamente estilhaçado.
No local do acidente, a mãe de Sidnei e outros familiares acompanharam os trabalhos da perícia e a retirada do corpo. Muito abalados, eles não conseguiram conversar com a reportagem sobre a perda do adolescente. A cena de dor comoveu moradores que acompanharam a movimentação durante a tarde. Entre lágrimas e abraços, parentes tentavam lidar com a morte repentina do estudante, que havia saído da escola poucos minutos antes do acidente.
A tragédia aconteceu a apenas 15 dias do aniversário de 15 anos de Sidnei. O adolescente completaria mais um ano de vida no próximo dia 26 de junho. No momento do atropelamento, ele estava de uniforme escolar e carregava a mochila usada nas aulas.
Além da dor pela perda, a família também questiona as condições de segurança da avenida. Para Limber, as medidas existentes não têm sido suficientes para reduzir os riscos enfrentados diariamente por pedestres e estudantes que passam pelo local. “Essa rua aqui está perigosa. Tem lombada, mas não está sendo suficiente. Tem que ter mais, são distantes uma da outra. Tem que melhorar a sinalização. O pessoal corre aqui, ainda mais porque não tem buraco”, afirmou.
Moradores da região ouvidos pela reportagem relataram preocupação semelhante. Segundo eles, motoristas costumam trafegar em alta velocidade pelo trecho, que concentra fluxo intenso de veículos e é utilizado diariamente por estudantes da região. A condutora do Gol, de 29 anos, permaneceu no local após o acidente. Ela é habilitada e realizou o teste do bafômetro, que teve resultado negativo para consumo de álcool. Conforme apurado pela reportagem, a motorista estava em estado de choque após o atropelamento.
A Polícia Civil e a perícia técnica vão apurar as circunstâncias do acidente para esclarecer como ocorreu a travessia e em que situação o adolescente foi atingido.
