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Tapetes de Corpus Christi unem fé e comunidade em cidades de MS

Voluntários de Corumbá, Dourados e Três Lagoas, no interior de Mato Grosso do Sul, transformaram ruas e praças em cenários de devoção durante as celebrações de Corpus Christi, nesta quinta-feira (4). A tradição da confecção dos tapetes e a procissão do Santíssimo Sacramento marcaram a data, que reuniu fiéis de todas as idades em atividades que combinam fé, arte e trabalho comunitário.

Em Corumbá, voluntários de diversas paróquias da Diocese local começaram a montagem dos tapetes às 6h, na Rua Dom Aquino. Foram usados areia, serragem tingida, pó de café e cal para criar imagens religiosas que acompanharam o trajeto até o Santuário Nossa Senhora Auxiliadora. Crianças, jovens e adultos se dividiram em 4 grupos e produziram as obras. Segundo os organizadores, a atividade reforça a identidade da comunidade e o sentido coletivo da celebração.

“O esforço vale a pena. Cada desenho tem um significado especial e fortalece nossa comunidade”, disse uma voluntária ao site Diário Corumbaense. Para o bispo diocesano, Dom João Batista de Oliveira, Corpus Christi representa o mistério da Eucaristia, em que pão e vinho se transformam no corpo e sangue de Cristo, e a procissão é a manifestação pública dessa fé.

Em Dourados, os trabalhos começaram às 7h com voluntários das 13 paróquias da Diocese preparando mais de um quilômetro de tapetes nas vias centrais da cidade. O tema deste ano, “Eucaristia: Pão da vida, fonte de unidade e de paz”, guiou os desenhos e mensagens espalhados pelas ruas. Às 15h, uma missa campal presidida pelo bispo diocesano Dom Henrique Aparecido de Lima reuniu fiéis na Praça Antônio João, seguida da procissão acompanhada por um trio elétrico com músicas religiosas. O trajeto incluiu três paradas para contemplação do significado da Eucaristia.

Em Três Lagoas, a Rua Antônio Trajano tornou-se palco da confecção dos tapetes desde as primeiras horas da manhã. Famílias, grupos religiosos e jovens produziram imagens e símbolos da fé usando serragem colorida, areia e pó de café. A iniciativa transformou o local em ponto de encontro comunitário, preservando uma manifestação cultural e religiosa que atravessa gerações. Segundo organizadores, a atividade fortalece os laços entre moradores e mantém viva a tradição.

A data, instituída pelo Papa Urbano IV em 1264 e celebrada sempre 60 dias após o Domingo de Páscoa, combina ritual religioso, arte popular e engajamento comunitário. Em todo o Mato Grosso do Sul, a celebração evidencia como tradições centenárias ainda mobilizam multidões, reforçando a presença da fé católica no cotidiano das cidades do interior. Com informações dos sites Diário Corumbaense, Rádio Caçula e Dourados Agora.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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