A 56ª Operação Nova Aliança, considerada a maior ofensiva de combate a cultivos de entorpecentes do mundo, já eliminou pelo menos 160 toneladas de maconha e destruiu 22 acampamentos nos três primeiros dias de ação. O balanço parcial foi divulgado nesta sexta-feira (31) pela Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) do Paraguai.
A operação começou na segunda-feira (27) nos arredores de Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta Porã, a 313 km de Campo Grande. A ação é coordenada pela Senad e conta com apoio de helicópteros da Polícia Federal brasileira e da Força Aérea Paraguaia.
Segundo a agência paraguaia, 9.620 quilos de maconha já preparada para o consumo foram encontrados enterrados no meio da mata. Outros 150 mil quilos foram destruídos com a eliminação de 50 hectares de cultivos. Cada hectare produz, em média, 3 toneladas do entorpecente.
A Senad estima que o prejuízo causado aos narcotraficantes com a destruição das lavouras e dos acampamentos chegue a 4,7 milhões de dólares. A pasta afirma ainda que evitou que as facções criminosas obtivessem lucro de 23 milhões de dólares caso a droga chegasse ao mercado brasileiro.
As ações continuam na linha internacional e devem seguir até o final da próxima semana.
Outra frente
Em outra investida contra os produtores de maconha da fronteira, equipes da Senad destruíram 17 acampamentos e 6 toneladas da droga em fase de cultivo na zona rural de San Carlos del Apa, povoado no departamento de Concepción, localizado na margem do Rio Paraguai, na região de Caracol. Os centros de produção funcionavam em áreas de difícil acesso no meio da mata. Ninguém foi preso.
