“Fiquei com medo de morrer”. Foi assim que uma mulher descreveu o ataque que sofreu nas proximidades da Avenida Ministro João Arinos, no bairro Noroeste, em Campo Grande. O caso ocorreu no fim da tarde de quarta-feira (10).
Em relato ao Campo Grande News, a vítima, que trabalha como serviços gerais em uma unidade policial, disse que voltava do trabalho e seguia para o ponto de ônibus quando foi surpreendida. Segundo ela, um dos homens a atacou por trás e a jogou no chão, enquanto o outro permanecia dentro de um carro observando.
“O moreno tentou me pegar e me colocar dentro do carro. Eu gritei e pedi, pelo amor de Deus, para ele não fazer aquilo comigo”, contou. Para tentar escapar, a mulher jogou o celular no chão. Uma motorista que passava pelo local viu a cena, retornou e ajudou a vítima. O agressor então pegou o celular e fugiu no carro com o comparsa.
A vítima ficou ferida na perna e relatou dores nas costas. A motorista a levou até a delegacia, onde foi registrado boletim de ocorrência. A testemunha também anotou a placa do veículo usado pelos suspeitos.
A mulher afirmou que os suspeitos moram perto da casa dela, no Jardim Noroeste, mas que nunca os tinha visto antes, apesar de morar no bairro há cerca de dez anos. Depois do ataque, ela passou a evitar sair sozinha. “Qualquer lugar a que vou, vou acompanhada. Tenho medo de encontrar esses homens de novo”, relatou. Ela tem dois filhos, de 14 e 7 anos, e pretende se mudar para outra região de Campo Grande.
Horas depois do crime, policiais localizaram a dupla, recuperaram o aparelho e apreenderam o carro usado na ação, um Chevrolet Celta prata. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que um homem agarra a vítima e a derruba na grama. As primeiras informações da Polícia Militar apontavam suspeita de tentativa de estupro, mas o registro policial indica roubo do celular e tentativa de colocar a mulher à força no veículo.
Os suspeitos foram encontrados por volta das 17h. Um deles foi descrito como moreno, alto, de camiseta vermelha e bermuda jeans. O segundo era branco, usava camiseta cinza clara, boné claro e barba tipo cavanhaque. O caso foi registrado na Depac Cepol.
