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MP arquiva investigação contra vereador por suposta corrupção

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) arquivou a investigação contra o vereador Rones Cézar Leal (PSDB), de Nova Alvorada do Sul. Ele era alvo de uma denúncia por suposta corrupção passiva.

A decisão foi assinada pela promotora Fernanda Rottili Dias. O inquérito apurava um pedido de aumento em um contrato de publicidade institucional firmado com a prefeitura.

O caso ganhou repercussão em fevereiro de 2025. Na época, o então secretário municipal de Governo, Fábio Osório Ferreira, acusou o parlamentar de pressionar a administração para elevar os pagamentos. Segundo a denúncia, o vereador teria pedido um aumento de R$ 6 mil para R$ 15 mil mensais.

Na promoção de arquivamento, a promotora afirmou que a conduta investigada não se enquadra no crime previsto no artigo 317 do Código Penal, que trata de corrupção passiva. De acordo com o documento, não houve comprovação de relação entre o pedido de reajuste e o exercício do mandato parlamentar.

“O investigado recebia o valor de seis mil reais para publicação de mídias institucionais” e apenas “solicitou o aumento do valor para ao menos quinze mil reais”, registrou a representante do MPMS no parecer enviado à Justiça.

A promotora destacou que o inquérito não apontou que o vereador condicionou o pedido ao cargo eletivo ou utilizou a função pública para obter vantagem indevida. Ela também citou um entendimento do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), segundo o qual o crime exige vínculo entre a função pública e o favorecimento solicitado.

O procedimento reuniu depoimentos do ex-secretário Fábio Osório Ferreira, de Rodrigo Rodrigues Flauzino da Silva, do próprio vereador e de Matheus Rocha Cosmo.

Com o arquivamento, o Ministério Público entendeu que não existem elementos mínimos para apresentação de uma denúncia criminal. O pedido ainda depende de homologação judicial.

Na época da denúncia, Rones negou irregularidades e afirmou que o caso representava retaliação política. O vereador declarou ao Campo Grande News que prestava serviços de publicidade institucional à prefeitura antes de assumir a cadeira na Câmara Municipal. Ele também alegou que a administração municipal tinha autonomia para aceitar ou rejeitar os valores apresentados pelo serviço de mídia. Segundo o parlamentar, as críticas publicadas pelo veículo de comunicação não tinham relação com os contratos mantidos com a prefeitura.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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