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Lula autoriza ajuda à Bolívia em meio à crise

O Brasil anunciou na segunda-feira (25/05) que vai enviar ajuda humanitária à Bolívia, que enfrenta ondas de protestos contra o governo. O anúncio foi feito após uma conversa por telefone entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Rodrigo Paz, da Bolívia.

As ondas de protestos e bloqueios de estradas já duram quase um mês e causam desabastecimento de alimentos, combustíveis e medicamentos no país. O pedido por ajuda humanitária foi feito a Lula pelo presidente boliviano.

Lula disse em nota que defende que “governo e movimentos sociais evitem o recurso à violência e privilegiem o diálogo como caminho para a superação das divergências”. Os EUA e a Argentina também ofereceram assistência.

Seis meses após assumir a Presidência da Bolívia, Rodrigo Paz enfrenta intensos protestos de diversos setores. Os setores mais críticos, incluindo agricultores e trabalhadores ligados ao ex-presidente Evo Morales, pedem a renúncia de Paz. O governo afirma que Morales está por trás dos protestos, algo que o ex-presidente nega.

Os protestos começaram no final de abril, depois que Paz anunciou uma reforma agrária. A lei autorizou o Instituto Nacional de Reforma Agrária a converter pequenas propriedades rurais em médias, desde que o proprietário solicitasse. Grupos camponeses interpretaram a medida como uma tentativa de promover a venda de terras para grandes proprietários. Em resposta, o presidente revogou a iniciativa.

Em abril, professores lideraram protestos exigindo aumentos salariais em um país com inflação alta. Após negociações, o Ministério da Educação anunciou um acordo com os professores, que aceitaram um bônus. As manifestações, no entanto, continuaram e se espalharam para novos setores.

Após o aumento do preço dos combustíveis, consequência da decisão de Paz de eliminar subsídios, os bolivianos questionam a qualidade do produto. O Instituto de Pesquisa Química da Universidade Superior de San Andrés concluiu que as gasolinas testadas não atendiam aos padrões de qualidade. Sindicatos de transporte convocaram greve devido a preocupações com o abastecimento.

Em 9 de maio, Paz anunciou a criação de uma comissão para realizar uma “reforma parcial” da Constituição de 2009, com o objetivo de facilitar o investimento na economia boliviana.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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